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Maia e Guedes se reúnem e anunciam convergência em favor da reforma da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu a retomada do diálogo para aprovação da reforma da Previdência. O ministro da Economia, Paulo Guedes, reuniu-se com Maia na residência oficial da Câmara ontem (28) para afinar o discurso em torno da aprovação da proposta (PEC 6/19). Maia confirmou a presença de Guedes na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania na próxima quarta-feira (3). “Tenho certeza de que a participação dele ajuda muito no convencimento dos parlamentares. A ida dele na quarta-feira vai ser muito importante para que ele possa mostrar os benefícios que uma reforma vai dar para a sociedade brasileira. Vamos colocar o trem nos trilhos”, disse o presidente. Maia disse que o foco é a aprovação da reforma. Nos últimos dias, houve um desgaste na relação entre Executivo e Legislativo em razão de declarações polêmicas do presidente da Câmara e do presidente da República, Jair Bolsonaro, a respeito da articulação política do governo no Congresso. Segundo M...

Guedes diz que BPC e aposentadoria rural podem ser alteradas na reforma da Previdência

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu pela primeira vez que o Congresso deve retirar da reforma da Previdência as alterações propostas para a aposentadoria rural e as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Esses pontos da reforma são os mais questionados pelos parlamentares. Ele participou ontem (27) de debate na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.    "Eu tenho certeza que a reforma da Previdência será aprovada. Possivelmente vão tirar o BPC e o rural, mas a reforma será aprovada em um grau. O importante é deixar a reforma consistente em R$ 1 trilhão. Esse R$ 1 trilhão dá potência fiscal para atravessar até o regime de capitalização", afirmou.   Segundo Guedes, se a reforma da Previdência for aprovada, a taxa de juros básica (Selic) - hoje no piso histórico de 6,50% ao ano - poderá cair até 2%. “Agora, se baixar no ‘empurrão’ como o governo Dilma, vamos repetir o que aconteceu com o (ex-presidente do banco Central, Alexandre)...

Mulheres do campo na mira da reforma da Previdência

As trabalhadoras já têm dificuldades para comprovar 15 anos de atividade no campo por causa da ausência de documentos e a desigualdade de condições. A proposta de Bolsonaro prevê 20, e eleva a idade mínima para 60. Atualmente, trabalhadores rurais que trabalham sozinhos ou em regime familiar são considerados segurados especiais e não precisam contribuir para a Previdência Social. Para se aposentarem, precisam ter idade mínima de 55 anos, se forem mulheres, ou de 60 anos para os homens, além de comprovar 15 anos de trabalho no campo. O que parece fácil se comparado às exigências feitas aos trabalhadores urbanos tem se tornado um problema cada vez maior para a maioria dos trabalhadores rurais, pois reunir os documentos que comprovem a atividade no campo está cada vez mais difícil, principalmente para as mulheres. Entre os motivos são a alta informalidade no trabalho rural, a precária organização contábil no campo e a sazonalidade das atividades - muitos trabalhadores migram...

Paulo Guedes acredita que Previdência será aprovada em até quatro meses

O ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou que não há crise política no governo. Durante a Reunião-Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), realizada nesta segunda-feira (25/3), ele disse não haver “caos nenhum” nos recentes embates políticos entre o governo e o poder legislativo. Para ele, as discussões e as discordâncias são um processo natural da democracia e da gestão de um novo governo que vai contra a política do “toma lá dá cá”. E afirmou que espera a PEC da Previdência aprovada em “três ou quatro meses”. Guedes amenizou as recentes trocas de farpas entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia (DEM). Segundo o economista, Maia sabe a importância da reforma, mas discorda de alguns pontos. “Há dois anos, quando foi eleito presidente da Câmara, no discurso de posse, ele disse que apoiaria e que precisava fazer a reforma”, ressaltou. O ministro da economia reforçou que também há apoio no Senado. Segundo ele, Davi Alc...

Paulo Guedes vai à Câmara para debater reforma da Previdência

Os deputados começam a discutir, na tarde de hoje (26) a proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência (PEC 6/19), com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, primeira fase de tramitação do texto. Os parlamentares querem que o ministro esclareça pontos da medida, a reforma previdenciária dos militares, a reestruturação da carreira das Forças Armadas e a necessidade de mudança do sistema de Previdência Social do país. O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), disse que os deputados têm dúvidas sobre os impactos da proposta, apresentada pelo governo no mês passado. Segundo ele, a expectativa é que o ministro esclareça os principais pontos da emendas. A semana passada foi marcada pelo impasse nas articulações políticas entre Poder Executivo e Câmara dos Deputados. Desta forma, o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), decidiu adiar a indicação do relator até que o cenário político este...

Equipe econômica elege reforma da previdência dos civis como prioridade

A reforma da previdência dos civis foi eleita como prioritária pela equipe econômica. A expectativa é de que, com apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEN-RJ), ela seja votada antes das mudanças previstas para os militares. A ideia é colocar o projeto dos militares para tramitar em marcha lenta, evitando que ele polua os debates sobre as propostas de reforma da previdência dos civis -  que pode gerar uma economia muito maior de recursos. A atuação do líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), começou a ser visto não apenas como desastrosa -  mas também, pior, como ingênuo pela ala do governo que negocia a reforma.  No fim de semana, ele se encontrou com Bolsonaro e em seguida enviou para o grupo do whatsapp de seu partido, o PSL, mensagens criticando a "velha política". O texto veio a público logo depois.  A Atitude, que agravou a crise entre Bolsonaro e a Câmara, reforçou a impressão de que o major é "absolutamente inexperi...

Justiça Federal libera mais de R$ 1 bilhão em atrasados do INSS

O Poder Judiciário liberou aos Tribunais Regionais Federais (TRFs) os limites financeiros nos valores de R$10,7 bilhões em precatórios alimentícios para pagamento em março e R$ 1,2 bilhões relativos ao pagamento de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) autuadas em fevereiro de 2019.   Desse total,  R$ 1.203.389.787,75 está direcionado para o pagamento dos chamados atrasados do INSS, atráves das RPVs autuadas em fevereiro de 2019. No total, foram 127.538 processos, com 145.294 beneficiários.   Nestes casos, recebe o segurado que ganhou processo que rendeu atrasados de até 60 salários mínimos, ou seja, R$57,2 mil. Não há mais como o INSS recorrer das sentenças.   Cabe aos tribunais abrirem contas em agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal para que os beneficiados possam receber o dinheiro. O depósito é feito em nome de quem ganhou o processo contra a Previdência. No caso de falecimento do beneficiário, os herdeiros têm direito a rece...