Questionado se os fatos mais recentes da política, como a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pioram a incerteza política, o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita afirmou que a "tônica" é que a incerteza se mantém elevada, sem relacionar diretamente à prisão de Lula. Ainda assim, ele avalia que não deve ter acabado por completo a fase de otimismo do mercado porque o cenário mundial segue favorável, o que induz a uma continuidade da percepção positiva. "Com esse pano de fundo, o mercado pode voltar a se animar. Mas ignorar a incerteza que existe sobre a continuidade a política econômica, isso está passando", disse. Para Mesquita, o impacto da incerteza sobre a atividade econômica é que ela desestimula a toma de decisões de "difícil reversibilidade", podendo retardar investimentos. "A incerteza tende a ter efeito negativo para certos tipos de decisão de gasto, o que atua de forma negativa sobre a atividade econômica...
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