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Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico aponta reforma da Previdência como maior desafio do Brasil


Paris – A OCDE previu nesta quarta-feira que a economia do Brasil terá um crescimento de 2,1% do PIB em 2019 e de 2,4% em 2020, mas avisou que essa tendência pode variar se o país não reformar seu sistema de previdência.
No entanto, no relatório de perspectivas apresentado nesta quarta-feira, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) rebaixou com força as projeções de crescimento da maior economia da América Latina com relação aos cálculos formulados há seis meses.
A organização, que reúne a maioria dos países ricos, revisou para baixo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, que passará de 2% a 1,2%, e em 2019, ao diminuir de 2,8% a 2,1%.
Em seu relatório também advogou por estender a mais camadas da população o programa “Bolsa Família”, que, segundo os cálculos da OCDE, só representa 0,5% do PIB do Brasil.
“Servirá para promover os incentivos para comparecer à escola e para ir ao médico e, portanto, reduzirá as desigualdades educativas e de saúde”, disseram os autores do relatório.
Além disso, os autores apontaram que “a sustentabilidade fiscal continua sendo um risco, especialmente pelas despesas no pagamento de pensões”.
Segundo a organização com sede em Paris, “a construção de um consenso político em torno do sistema de pensões será um grande desafio para a administração de Jair Bolsonaro, que tomará posse da presidência em 1 de janeiro”.
“Se a incerteza sobre as reformas se desvanecer, o investimento irá se revigorar”, acrescentou a OCDE, que constatou a recuperação do PIB, iniciada em 2017 depois da grande recessão de 2015 e 2016, a melhoria do mercado de trabalho e o aumento do consumo interno.

Fonte: Exame

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